quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sazonalidades

A chuva cai robusta e densa, lá fora;
E o frio arrasta-se até muito perto,
Desconfortável mas quente, abraça-me agora;
Sinto-o apertado, porém, deserto;
E o bom tempo nem avisa, só demora...

Exausto, vou rastejando de forma desequilibrada;
Mas nem próximo, tão distante que já nem espero;
Petrifico só, na rotina gasta e cansada,
Enraízado à margem da vida mas nem desespero;
Vejo-a fluir e sossego à deriva desinteressada...

Deixo-me invadir, embora defensivo;
Pela essência que me consome e torna diferente;
Nem melhor, tão pouco pior, mas exclusivo;
Ofereço-me sincero, e na procura sou paciente;
Mas o bom tempo, que tarda, faz-me explusivo...

Já não é tão escuro e eu não adormeço,
Ainda vivo, sinto-me saudável e virtuoso;
Nublado optimismo, precipita o futuro que logo agradeço;
O céu está limpo e o dia desperta ambicioso,
E o mau tempo, simplesmente desconheço...