Amo—Te à distância,
Querendo—Te perto;
Indiferente à arrogância,
Com que o futuro incerto,
Colide com a circunstância...
Sinto—Te saudosa,
A cada visita, silenciosa,
Aos monólogos ou no papel;
Que de maneira desastrosa,
Escrevem luz, no fim do túnel...
O Tempo já não cicatriza,
Pois a memória não se deforma!
Fecha os olhos e sente a brisa,
Que no rosto Te desliza;
Que ao passar não se conforma;
Desejava ficar, e até PRECISA;
Mas vais seguindo, sem norma,
Contra o vento, que ameniza;
Que ao tocar—Te se transforma...
Deixa—me amar—Te de outra forma...
terça-feira, 4 de julho de 2017
terça-feira, 24 de maio de 2016
Amar-Te é o que me faz ficar...
Sentei-me para escrever,
Como há muito não fazia;
Cumpri todo um ritual,
Que sem dar conta deixou de o ser...
Acendi velas na sala fria,
Que abrigou a briga banal;
Escolho a música que melhor me parecer,
Mas pareço silencioso e de Alma vazia.
Bebo e desapareço, regressando igual,
Cheio de idéias que por dizer,
Deixam-se desenhar de caligrafia;
Calada como convicta do quanto És Especial!!!
Não duvido das boas intenções,
Mas chegam a ser até ofensivos,
Os dúbios conselhos com que me tentam ajudar...
O facilitismo das distrações,
O encanto dos caminhos alternativos,
E as frases feitas de cobardia vulgar,
Mascaram de certezas enganosas convicções.
Sentir a dor enquanto me lembro dos motivos,
Diz-me o que quero e o que continua a faltar;
Recuso-me a ser infiel às emoções,
Menosprezando sentimentos tão altivos;
Dizem-me quem sou e não os posso desonrar!
Há alguns anos deixei-me congelar;
Perdi conquistas e a vontade de vencer;
Sem sonhos e de ambição rendida;
Era um lutador que desistiu de lutar.
Num mundo que não dava a conhecer,
Só meu e fechado, ao invés da ferida;
Apático e sem motivação para acordar,
Apenas planos efémeros me faziam sobreviver;
Nada nem ninguém que dificultasse a despedida,
Ou que incentivasse a pressa de chegar;
Estéril de sentimentos e sem os merecer;
Mantinha-me somente à margem da Vida...
Conhecer-Te foi como renascer;
Trazias-me com a Tua vivacidade,
De auto-confiança profusa,
Intrínseca à essência do Teu ser,
Uma beleza de singular ferocidade.
Galvanizado e de mente difusa,
Quero ser melhor, quero-Te absorver;
Serei Eu e não o reflexo da vulgaridade,
Rejeitando a rotina que me abusa;
Quero abraçar-Te e agradecer;
Pois ressuscitaste em mim a criatividade...
Sensível e sedutora, serás sempre a minha Musa!
Não me permito a esquecer;
Forço-me precisamente ao contrário,
Percorrendo por entre cada lembrança,
Que sem custo, teimam não esmorecer,
Reafirmando o que era já prioritário;
Condescender à ínfima esperança...
Percorrendo por entre cada lembrança,
Que sem custo, teimam não esmorecer,
Reafirmando o que era já prioritário;
Condescender à ínfima esperança...
Não peçam para me esconder,
Quando vos exponho involuntário,
Magoadas lágrimas de perseverança...
Qual a pressa em matar o que nos faz Viver?
Deixemos o Tempo cumprir calendário,
Até rasteirar a memória, pela qual uso aliança.
Tivemos início desequilibrados,
Renitentes e defensivos;
Resistindo enquanto podíamos,
Às tentações da noite e seus pecados.
Trocámos nomes e contactos inofensivos,
Mas apenas coexistíamos,
Em sítios certos com horários errados,
Repletos de vícios destrutivos...
E mesmo sem tropeçar, colidíamos;
Cada vez menos complexados;
Agora muito mais instintivos;
Ainda sem saber, cedíamos...
Tomados repentinamente de assalto,
Por uma química inexplicável,
Deixávamos-nos dominar repetidamente...
Num abraço apertado e sem aperalto,
Rendidos ao que se revelava inevitável;
Abstraídos de todo o envolvente;
No meio da rotunda, deitados no asfalto;
Constato incrédulo a cumplicidade irrevogável.
Entregues aos beijos que roubávamos freneticamente,
Olho-Te nos olhos ainda em sobressalto;
Ofegante, mordes-me o lábio num jeito afável;
De pernas entrelaçadas que tremem fervorosamente.
Com o peito sobre o Teu a palpitar,
Seguro-Te o rosto apreendido;
Sem pressa, ao contrário da pulsação,
Vamos tentando ainda assimilar,
Sucintamente, os sabores do sucedido,
Que nos transportavam para outra dimensão...
Os carros abrandam quase até parar,
Testemunhando um Universo novo e desconhecido,
No qual o Tempo pára sem qualquer explicação...
Íamos sucumbindo ao impulso de Amar,
Enquanto o fascínio se manifestava destemido,
E os corpos legendavam em pleno, a paixão.
As dúvidas deixavam-se dissipar,
Dissolvidas pelo cenário que se desenhava idílico,
Distinto e dócil ainda que indiscreto...
Desvendando na desordem, vontade de despertar;
Divulgo num discurso ponderado e bucólico,
Decidido, sólido, lúcido e directo:
"Diana, devíamos desistir de domesticar,
Um desejo indomável e diabólico,
Pois desconfio que só dividimos o afeto,
Quando dispomos do direito de o duplicar..."
Distante de demagogias ou desdém, reivindico;
Delicada, dizes-me: "Doravante, deixar-te-ei desinquieto..."
Perseguidos por um peculiar passado;
Excêntrico e de extrovertida extravagância;
Sem malícia, nem tão pouco medo,
Adotamos um comportamento mais moderado,
Demovendo a devassa ânsia,
De fomentar qualquer insidioso enredo,
De áspera acidez e precipitado;
Confundindo-a com arrogância;
Considerando ser ainda cedo,
Para demonstrar em todo o lado,
O deslumbre e a exuberância,
Da relação que assumíamos em segredo...
Quanto melhor nos conhecíamos,
Mais claro e nítido se tornava;
Era evidente o potencial,
E a comunhão de que padecíamos.
A cada dia que passava,
Depositados num mergulho abissal,
Atracávamos em porto seguro e emergíamos;
A discrição, por sua vez, naufragava,
Por marés de tempestade fatal...
Em apnéia, explorávamos e descobríamos,
A nossa Veneza, o nosso Tempo que flutuava,
À deriva desnorteada pelo oceano sentimental...
Partilhámos músicas e mensagens,
Manhãs, tardes, noites, madrugadas;
Aquele beijo no palco ao nascer do dia...
Contemplámos o Céu e as paisagens,
Horizontes, ruas, caminhos, calçadas...
Imunes, na "casinha velha" da Nova Leiria;
Desfrutámos dos rios e suas margens,
Histórias diversas e gargalhadas,
Vento, chuva, Sol, maresia...
Saboreámos os corpos e as viagens,
Os sonhos e intimidades variadas;
Existíamos em uníssono e Vivíamos Poesia...
Constato incrédulo a cumplicidade irrevogável.
Entregues aos beijos que roubávamos freneticamente,
Olho-Te nos olhos ainda em sobressalto;
Ofegante, mordes-me o lábio num jeito afável;
De pernas entrelaçadas que tremem fervorosamente.
Com o peito sobre o Teu a palpitar,
Seguro-Te o rosto apreendido;
Sem pressa, ao contrário da pulsação,
Vamos tentando ainda assimilar,
Sucintamente, os sabores do sucedido,
Que nos transportavam para outra dimensão...
Os carros abrandam quase até parar,
Testemunhando um Universo novo e desconhecido,
No qual o Tempo pára sem qualquer explicação...
Íamos sucumbindo ao impulso de Amar,
Enquanto o fascínio se manifestava destemido,
E os corpos legendavam em pleno, a paixão.
As dúvidas deixavam-se dissipar,
Dissolvidas pelo cenário que se desenhava idílico,
Distinto e dócil ainda que indiscreto...
Desvendando na desordem, vontade de despertar;
Divulgo num discurso ponderado e bucólico,
Decidido, sólido, lúcido e directo:
"Diana, devíamos desistir de domesticar,
Um desejo indomável e diabólico,
Pois desconfio que só dividimos o afeto,
Quando dispomos do direito de o duplicar..."
Distante de demagogias ou desdém, reivindico;
Delicada, dizes-me: "Doravante, deixar-te-ei desinquieto..."
Perseguidos por um peculiar passado;
Excêntrico e de extrovertida extravagância;
Sem malícia, nem tão pouco medo,
Adotamos um comportamento mais moderado,
Demovendo a devassa ânsia,
De fomentar qualquer insidioso enredo,
De áspera acidez e precipitado;
Confundindo-a com arrogância;
Considerando ser ainda cedo,
Para demonstrar em todo o lado,
O deslumbre e a exuberância,
Da relação que assumíamos em segredo...
Quanto melhor nos conhecíamos,
Mais claro e nítido se tornava;
Era evidente o potencial,
E a comunhão de que padecíamos.
A cada dia que passava,
Depositados num mergulho abissal,
Atracávamos em porto seguro e emergíamos;
A discrição, por sua vez, naufragava,
Por marés de tempestade fatal...
Em apnéia, explorávamos e descobríamos,
A nossa Veneza, o nosso Tempo que flutuava,
À deriva desnorteada pelo oceano sentimental...
Partilhámos músicas e mensagens,
Manhãs, tardes, noites, madrugadas;
Aquele beijo no palco ao nascer do dia...
Contemplámos o Céu e as paisagens,
Horizontes, ruas, caminhos, calçadas...
Imunes, na "casinha velha" da Nova Leiria;
Desfrutámos dos rios e suas margens,
Histórias diversas e gargalhadas,
Vento, chuva, Sol, maresia...
Saboreámos os corpos e as viagens,
Os sonhos e intimidades variadas;
Existíamos em uníssono e Vivíamos Poesia...
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Mecanismos de Defesa
Deambulo disperso e distante...
Introspectivo, interrogo-me inocente;
A saudade será incessante?
Nem a Primavera se promete obediente!
A cidade chora com chuva confidente...
Segredos saturados de solidão,
Ostentam-se orgulhosamente "omissos";
Frágeis e vulneráveis na multidão,
Inibem a vontade e traduzem-nos remissos,
Alheios ao Tempo, e traidores da Paixão...
Corpos carentes de cumplicidade;
Alvos de absurdo assédio, ainda se amam...
Suados de sentimentos de sóbria sinceridade;
Tocam-se tempestuosos e turbilham...
Adormecemos abraçados mas acordamos na adversidade!?
Negligentes, da noite que nos nutre nocivos;
Habituamos-nos a habitar na hipócrita hostilidade;
Escravizando a espontaneidade que nos exibia efusivos;
Incautos e insultuosos, incentivamos a intriga e instabilidade;
Rumando às ruínas de reprimidos rumores, rudes e reactivos;
Astutos, ambicionam assassinar a Alma, Amor e Amizade...
Introspectivo, interrogo-me inocente;
A saudade será incessante?
Nem a Primavera se promete obediente!
A cidade chora com chuva confidente...
Segredos saturados de solidão,
Ostentam-se orgulhosamente "omissos";
Frágeis e vulneráveis na multidão,
Inibem a vontade e traduzem-nos remissos,
Alheios ao Tempo, e traidores da Paixão...
Corpos carentes de cumplicidade;
Alvos de absurdo assédio, ainda se amam...
Suados de sentimentos de sóbria sinceridade;
Tocam-se tempestuosos e turbilham...
Adormecemos abraçados mas acordamos na adversidade!?
Negligentes, da noite que nos nutre nocivos;
Habituamos-nos a habitar na hipócrita hostilidade;
Escravizando a espontaneidade que nos exibia efusivos;
Incautos e insultuosos, incentivamos a intriga e instabilidade;
Rumando às ruínas de reprimidos rumores, rudes e reactivos;
Astutos, ambicionam assassinar a Alma, Amor e Amizade...
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O Diabo também chora
O pavor das falsas expectativas,
Congelam-me os impulsivos desejos,
De percorrer-te, descontrolado, de beijos;
Sempre que menosprezas as tentativas,
Ou avalias como sendo abusivas,
Gratuitas manifestações de carinho,
Inconvenientes aos olhos alheios,
Que de ódio e inveja cheios,
Observam-me agora sozinho...
Em segredo, embriagado de prazer;
Sussurro-te ao ouvido,
Num jeito robusto mas rendido:
"Vamos fazer Amor ou foder?"
A noite deixou-se amanhecer;
A resposta espontânea e imediata,
Fez-me esquecer o Passado,
Que nos traduz cúmplices no pecado,
E na busca duma solução sensata...
Escondida, revela tudo ao contrário;
Se por um lado dita o coração,
Comandado a rigor pela paixão;
Do outro, o bom senso é adversário,
Cruel no teu próprio aniversário;
Derrotando defesas desprotegidas,
Dividindo direcções e destinos;
Destruindo devaneios divinos,
De densas e diversificadas dúvidas...
Certo é, que me farás sofrer!?!
De olhos fechados desvendo-te SUBLIME,
Secreta parceira do crime;
No qual, ao Amor não te podes render...
Desprevenida, deixaste-te surpreender;
Quero-te sempre como agora;
Testar os limites do Eterno;
Dançar no fogo do Inferno...
Pois, o Diabo também chora...
Congelam-me os impulsivos desejos,
De percorrer-te, descontrolado, de beijos;
Sempre que menosprezas as tentativas,
Ou avalias como sendo abusivas,
Gratuitas manifestações de carinho,
Inconvenientes aos olhos alheios,
Que de ódio e inveja cheios,
Observam-me agora sozinho...
Em segredo, embriagado de prazer;
Sussurro-te ao ouvido,
Num jeito robusto mas rendido:
"Vamos fazer Amor ou foder?"
A noite deixou-se amanhecer;
A resposta espontânea e imediata,
Fez-me esquecer o Passado,
Que nos traduz cúmplices no pecado,
E na busca duma solução sensata...
Escondida, revela tudo ao contrário;
Se por um lado dita o coração,
Comandado a rigor pela paixão;
Do outro, o bom senso é adversário,
Cruel no teu próprio aniversário;
Derrotando defesas desprotegidas,
Dividindo direcções e destinos;
Destruindo devaneios divinos,
De densas e diversificadas dúvidas...
Certo é, que me farás sofrer!?!
De olhos fechados desvendo-te SUBLIME,
Secreta parceira do crime;
No qual, ao Amor não te podes render...
Desprevenida, deixaste-te surpreender;
Quero-te sempre como agora;
Testar os limites do Eterno;
Dançar no fogo do Inferno...
Pois, o Diabo também chora...
Fado
Sinto-me facilmente intimidado,
Pela presença do teu corpo destapado,
Que por cima do lençol engelhado,
Adormece serenamente ao meu lado...
Sem (qualquer) esforço, mantenho-me acordado;
Deslizo a mão pelo pescoço delgado;
Delicadamente conserto-te o penteado;
Passeio o polegar no teu lábio molhado;
E antes doutro beijo tão desejado,
Questiono-me se já terás despertado...
O Sol invade o quarto há já um bocado,
E finalmente reconheço-me cansado;
Receoso, cerro os olhos desconfiado
De que tivera um sonho acordado;
E ao acordar, estarei novamente abandonado...
Pela presença do teu corpo destapado,
Que por cima do lençol engelhado,
Adormece serenamente ao meu lado...
Sem (qualquer) esforço, mantenho-me acordado;
Deslizo a mão pelo pescoço delgado;
Delicadamente conserto-te o penteado;
Passeio o polegar no teu lábio molhado;
E antes doutro beijo tão desejado,
Questiono-me se já terás despertado...
O Sol invade o quarto há já um bocado,
E finalmente reconheço-me cansado;
Receoso, cerro os olhos desconfiado
De que tivera um sonho acordado;
E ao acordar, estarei novamente abandonado...
terça-feira, 28 de abril de 2015
2015 D.C.
Pretensa arrogância,
Que, dissimulada exponencía,
A repulsa e a distância,
Que entre nós se evidencía...
Tão falsa quanto voraz,
Consoante a circunstância,
Ora áspera e fugaz;
Como de selvática ganância!?
De mão dada ao desprezo,
Quando podia ser à minha;
Teimo, ainda, ficar surpreso,
Pela indiferença que se adivinha...
Vais saindo acompanhada,
Evitando o meu contacto;
E, querendo tudo, espero nada;
Nada mais que o momento exacto...
Que, dissimulada exponencía,
A repulsa e a distância,
Que entre nós se evidencía...
Tão falsa quanto voraz,
Consoante a circunstância,
Ora áspera e fugaz;
Como de selvática ganância!?
De mão dada ao desprezo,
Quando podia ser à minha;
Teimo, ainda, ficar surpreso,
Pela indiferença que se adivinha...
Vais saindo acompanhada,
Evitando o meu contacto;
E, querendo tudo, espero nada;
Nada mais que o momento exacto...
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Ano Novo e a Fome de Viver
Passaste sem te dares a conhecer,
Por entre sonos e despertares;
Após cada noite, outro amanhecer,
Carregado de expectativas e pesares...
De ti, escondi-me com receio,
E comigo, também as conquistas,
Tímidas, dissipadas pelo alheio;
Na esperança que abrandes ou desistas...
Mais ambicioso foste, e não esperaste,
Egoísta e objectivo és, eu suponho;
Doze, foram os meses que atropelaste,
Como a mim ou qualquer sonho...
Morres e nasces no mesmo minuto;
Eu, consumido a cada um que passa;
Por ti, jamais farei luto;
Para mim, jamais serás ameaça...
Hoje, enquanto novo recomeças;
saboreando o silêncio que me estrangula;
Faminto de gritantes promessas,
Devorarei a tua ousada gula!
Por entre sonos e despertares;
Após cada noite, outro amanhecer,
Carregado de expectativas e pesares...
De ti, escondi-me com receio,
E comigo, também as conquistas,
Tímidas, dissipadas pelo alheio;
Na esperança que abrandes ou desistas...
Mais ambicioso foste, e não esperaste,
Egoísta e objectivo és, eu suponho;
Doze, foram os meses que atropelaste,
Como a mim ou qualquer sonho...
Morres e nasces no mesmo minuto;
Eu, consumido a cada um que passa;
Por ti, jamais farei luto;
Para mim, jamais serás ameaça...
Hoje, enquanto novo recomeças;
saboreando o silêncio que me estrangula;
Faminto de gritantes promessas,
Devorarei a tua ousada gula!
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