Passaste sem te dares a conhecer,
Por entre sonos e despertares;
Após cada noite, outro amanhecer,
Carregado de expectativas e pesares...
De ti, escondi-me com receio,
E comigo, também as conquistas,
Tímidas, dissipadas pelo alheio;
Na esperança que abrandes ou desistas...
Mais ambicioso foste, e não esperaste,
Egoísta e objectivo és, eu suponho;
Doze, foram os meses que atropelaste,
Como a mim ou qualquer sonho...
Morres e nasces no mesmo minuto;
Eu, consumido a cada um que passa;
Por ti, jamais farei luto;
Para mim, jamais serás ameaça...
Hoje, enquanto novo recomeças;
saboreando o silêncio que me estrangula;
Faminto de gritantes promessas,
Devorarei a tua ousada gula!
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
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