A vergonha roubou de mim, todo o orgulho;
Também, o poder de me pavonear erguido...
Deixei-me viajar num profundo mergulho;
Ao fundo da garrafa, pelos sentimentos, fui conduzido...
A culpa não será do whisky seguramente;
Mais fraco e banal seria eu, acreditando...
Será talvez da tortura à qual me sujeito repetidamente?
Então é com angústia que me interrogo, a próxima é quando?
Manhãs em que apenas vislumbro cinzento opaco;
Esperançosamente evitarei o nosso estimado "Cor e Sabor"...
Queria somente mais um maço de tabaco;
E acabei por vestir o vosso dia de "Dor e Pudor"...
No esboço cru e breve do episódio que relato,
Vou despindo as palavras, como um reflexo do meu embaraço...
Infelizmente, não escrevi um poema, mas sim um auto-retrato!
Com as mais humildes e sinceras desculpas, despeço-me num tímido abraço...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Horizonte escondido
Quando o Céu e a Terra se tocam, com a mesma cor;
Quando o comum empírico se esconde de vergonha;
Quando o inequívoco conceito de moral se torna estranhamente subjectivo e parcial;
Quando o cauteloso e inexperiente raciocínio se deixa vencer pelo ofensivo e imprevisível quotidiano;
Quando o "justo" é banal adjectivo que nos afunila o destino;
Quando a "sala de estar" se enche de desconhecidos "convidados";
Quando os convidados pagam o que "ofereço";
Quando o calendário já não simboliza sequer aniversários;
Quando a harmonia do amor platónico é necessária e repetidamente pontual e explosiva , atropelando todo um processo natural que progride rumo ao cego e absoluto fascínio;
Quando o poder da intuição revela encardida a farda da segurança, que defende o abusador mas autoritário orgulho;
Quando a felicidade teima ser rasteirada, insistentemente, pelos caprichosos devaneios da circunstância;
Quando a caneta não acompanha a revolta ciclicamente aleatória de sentimentos que se emancipam na pesada subtileza do suspiro;
Quando o minucioso rigor se concentra exclusivamente no ponto e se abstrai do segmento, recta, plano ou espaço;
Quando o conforto da razão se abraça à silenciosa e incómoda modéstia...
É então, também, quando me esqueço da intensidade do verso, e quando escolho a crua e magoada prosa...
O Céu e a Terra vestiram-se de cinzento.
Quando o comum empírico se esconde de vergonha;
Quando o inequívoco conceito de moral se torna estranhamente subjectivo e parcial;
Quando o cauteloso e inexperiente raciocínio se deixa vencer pelo ofensivo e imprevisível quotidiano;
Quando o "justo" é banal adjectivo que nos afunila o destino;
Quando a "sala de estar" se enche de desconhecidos "convidados";
Quando os convidados pagam o que "ofereço";
Quando o calendário já não simboliza sequer aniversários;
Quando a harmonia do amor platónico é necessária e repetidamente pontual e explosiva , atropelando todo um processo natural que progride rumo ao cego e absoluto fascínio;
Quando o poder da intuição revela encardida a farda da segurança, que defende o abusador mas autoritário orgulho;
Quando a felicidade teima ser rasteirada, insistentemente, pelos caprichosos devaneios da circunstância;
Quando a caneta não acompanha a revolta ciclicamente aleatória de sentimentos que se emancipam na pesada subtileza do suspiro;
Quando o minucioso rigor se concentra exclusivamente no ponto e se abstrai do segmento, recta, plano ou espaço;
Quando o conforto da razão se abraça à silenciosa e incómoda modéstia...
É então, também, quando me esqueço da intensidade do verso, e quando escolho a crua e magoada prosa...
O Céu e a Terra vestiram-se de cinzento.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A cega prepotência
O suor dos calorosos dias de Verão, conseguem que o gelo intimista, derretendo, se dê a conhecer entre vulgares permissas e adjectivos.
A abordagem de terceiros é sempre inoportuna, para mim que me finjo banal sujeito e em simultâneo me julgo melhor e merecedor da desnuda e clara sinceridade, ainda que, a desejada...
Se ao escutar, me parece tudo simples e intrinsecamente experienciado, se as certezas circundantes se vestem de intuições e pressentimentos, se as convicções se mascaram de inequívocas respostas às problemáticas incógnitas; se as opções, as escolhas, as várias, as diversas, as hipóteses, as alternativas se revelam singulares...
Então, a humilde modéstia tornou-se vaidosa, e a sua beleza, perde-se no nó da gravata...
A abordagem de terceiros é sempre inoportuna, para mim que me finjo banal sujeito e em simultâneo me julgo melhor e merecedor da desnuda e clara sinceridade, ainda que, a desejada...
Se ao escutar, me parece tudo simples e intrinsecamente experienciado, se as certezas circundantes se vestem de intuições e pressentimentos, se as convicções se mascaram de inequívocas respostas às problemáticas incógnitas; se as opções, as escolhas, as várias, as diversas, as hipóteses, as alternativas se revelam singulares...
Então, a humilde modéstia tornou-se vaidosa, e a sua beleza, perde-se no nó da gravata...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Livre
Sinto-me aprisionado, estou fraco, dependente, vazio e submisso...
A vontade não vence o estático repouso, tornando-me derrotado pela fria inércia que me traduz, uma vez mais, inerte e inconsequente...
Eu quero, desejo, e sinto que devo, mas não consigo...
Não me surgem soluções para enfrentar a apatia que me domina a vontade, tal como fere o orgulho e independência do poder de decisão...
Quero ser autónomo e responder sem exitações aos caprichos da minha imaginação, saborear os devaneios da simples deambulação aleatória, revelando sentido existencial ao livre arbítrio...
Em resumo simples, directo, corrente e objectivo;
EU QUERO SER LIVRE!!!
A vontade não vence o estático repouso, tornando-me derrotado pela fria inércia que me traduz, uma vez mais, inerte e inconsequente...
Eu quero, desejo, e sinto que devo, mas não consigo...
Não me surgem soluções para enfrentar a apatia que me domina a vontade, tal como fere o orgulho e independência do poder de decisão...
Quero ser autónomo e responder sem exitações aos caprichos da minha imaginação, saborear os devaneios da simples deambulação aleatória, revelando sentido existencial ao livre arbítrio...
Em resumo simples, directo, corrente e objectivo;
EU QUERO SER LIVRE!!!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O abraço da invulgaridade
Reviro páginas vagas ou vazias,
De conteúdo nulo ou sombrio;
Sinto falta do calor ou frio,
Desejoso de confrontos ou harmonias...
Não basta sentir ou escrever sozinho;
A criatividade vai longe e silenciosa,
E o verso nem susurra baixinho;
Sinto falta da minha musa gananciosa...
Por ela anseio cru e são;
Mas no meu esconderijo deixo-me invadir...
Bebo diversas garrafas que, por abrir,
Apenas me afastam da espontânea inspiração!
Percebi que esta me habita na tristeza,
E a dúvida que levanta é cruel,
Ou me satisfaço de prazeres ou ligeireza;
Ou vivo agora ou para sempre no papel...
Recuso submeter-me ao ínfimo banal!
Exijo existir com intensidade voraz!
Ou sou a sombra ou o sol que vos apraz,
E algures, o poema tornar-me-á imortal...
De conteúdo nulo ou sombrio;
Sinto falta do calor ou frio,
Desejoso de confrontos ou harmonias...
Não basta sentir ou escrever sozinho;
A criatividade vai longe e silenciosa,
E o verso nem susurra baixinho;
Sinto falta da minha musa gananciosa...
Por ela anseio cru e são;
Mas no meu esconderijo deixo-me invadir...
Bebo diversas garrafas que, por abrir,
Apenas me afastam da espontânea inspiração!
Percebi que esta me habita na tristeza,
E a dúvida que levanta é cruel,
Ou me satisfaço de prazeres ou ligeireza;
Ou vivo agora ou para sempre no papel...
Recuso submeter-me ao ínfimo banal!
Exijo existir com intensidade voraz!
Ou sou a sombra ou o sol que vos apraz,
E algures, o poema tornar-me-á imortal...
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