Sinto-me facilmente intimidado,
Pela presença do teu corpo destapado,
Que por cima do lençol engelhado,
Adormece serenamente ao meu lado...
Sem (qualquer) esforço, mantenho-me acordado;
Deslizo a mão pelo pescoço delgado;
Delicadamente conserto-te o penteado;
Passeio o polegar no teu lábio molhado;
E antes doutro beijo tão desejado,
Questiono-me se já terás despertado...
O Sol invade o quarto há já um bocado,
E finalmente reconheço-me cansado;
Receoso, cerro os olhos desconfiado
De que tivera um sonho acordado;
E ao acordar, estarei novamente abandonado...
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