quarta-feira, 11 de maio de 2016

Mecanismos de Defesa

Deambulo disperso e distante...
Introspectivo, interrogo-me inocente;
A saudade será incessante?
Nem a Primavera se promete obediente!
A cidade chora com chuva confidente...

Segredos saturados de solidão,
Ostentam-se orgulhosamente "omissos";
Frágeis e vulneráveis na multidão,
Inibem a vontade e traduzem-nos remissos,
Alheios ao Tempo, e traidores da Paixão...

Corpos carentes de cumplicidade;
Alvos de absurdo assédio, ainda se amam...
Suados de sentimentos de sóbria sinceridade;
Tocam-se tempestuosos e turbilham...
Adormecemos abraçados mas acordamos na adversidade!?
Negligentes, da noite que nos nutre nocivos;
Habituamos-nos a habitar na hipócrita hostilidade;
Escravizando a espontaneidade que nos exibia efusivos;
Incautos e insultuosos, incentivamos a intriga e instabilidade;
Rumando às ruínas de reprimidos rumores, rudes e reactivos;
Astutos, ambicionam assassinar a Alma, Amor e Amizade...

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