Sinto o passado mais distante,
Sinto a saudade mais perto...
O "Hoje" nada me garante;
O "Passado" narrou-o de final aberto...
A saudade, magoa-me o corpo viril,
Mas eu gosto, e sinto-me mais vivo;
Sugere-se surrealmente verosímil,
A dor que me namora vingativo.
Continuo a sofrer, rasgado, ofendido,
Pelas lâminas que os pulsos acaricíam;
E gosto, abraço-as, convicto, desinibido;
Perplexo com as memórias que me trazem e delicíam.
O espontâneo faz-me deambular,
Numa incerteza que se evidencía,
Prometendo indecisão, até se apaixonar,
Pela bipolaridade que me denuncía.
A fragilidade da recordação, deixa-me apavorado;
Às suas lembranças, devo quem sou, e não quero esquecer...
Saudoso, rendo-me satisfeito às vivências do passado;
Só o que outrora fui, me permite ainda viver.
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1 comentário:
Na continuidade das gavetas....o passado é o k faz de nós hoje, embora a experiência e os anos de vida também nos ensinem que há determinados episódios k simplesmente devem ser esquecidos, banalizados talvez, dependendo da dimensão, intensidade do mesmo e da personalidade em questão.
Pipeline
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