De rebeliões vestidas de cravos,
Dos apáticos amantes escravos;
Das mentiras do carnal romantismo.
Estou saturado das virtudes superficiais,
Dos imaturos elogios precipitados,
Da ingenuidade dos "genuínos" estereotipados;
De corpos que suam sentimentos banais.
Estou cansado das hóspedes discretas,
Do quente mas áspero beijo insípido,
Do insultuoso e frio abraço do Cupido;
Das cruéis e sagazes traições secretas.
Estou cheio do compromisso vazio,
Do vulnerável perfume nocturno,
Do apetecível prazer de coturno,
Da viciante magia do sexo vadio.
Sinto saudades de não sentir remorsos,
Do inocente e alheio desrespeito,
Da carne e do sangue sem preceito;
Dos omissos esconderijos e segredos submersos.
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