O pavor das falsas expectativas,
Congelam-me os impulsivos desejos,
De percorrer-te, descontrolado, de beijos;
Sempre que menosprezas as tentativas,
Ou avalias como sendo abusivas,
Gratuitas manifestações de carinho,
Inconvenientes aos olhos alheios,
Que de ódio e inveja cheios,
Observam-me agora sozinho...
Em segredo, embriagado de prazer;
Sussurro-te ao ouvido,
Num jeito robusto mas rendido:
"Vamos fazer Amor ou foder?"
A noite deixou-se amanhecer;
A resposta espontânea e imediata,
Fez-me esquecer o Passado,
Que nos traduz cúmplices no pecado,
E na busca duma solução sensata...
Escondida, revela tudo ao contrário;
Se por um lado dita o coração,
Comandado a rigor pela paixão;
Do outro, o bom senso é adversário,
Cruel no teu próprio aniversário;
Derrotando defesas desprotegidas,
Dividindo direcções e destinos;
Destruindo devaneios divinos,
De densas e diversificadas dúvidas...
Certo é, que me farás sofrer!?!
De olhos fechados desvendo-te SUBLIME,
Secreta parceira do crime;
No qual, ao Amor não te podes render...
Desprevenida, deixaste-te surpreender;
Quero-te sempre como agora;
Testar os limites do Eterno;
Dançar no fogo do Inferno...
Pois, o Diabo também chora...
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2 comentários:
Não queres um "like", não to deixo.
Ainda assim, deixa-me dizer-te que se paga por efervescências poéticas mais desarranjadas e sensaboronas que essa...
Já se sabe que, em qualquer âmbito, o motor da criatividade é a crise. Antes fosse o da produtividade, mas isso são outros quinhentos.
Abraço
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