Estranho é, que em tão tenra idade,
Nos sintamos capazes de voar,
Vincar o mundo para toda a eternidade,
Desprezando a jurássica dificuldade,
Que persiste ser; perdoar.
Será, de algum modo, bárbaro pensar,
Que a vida vencer-se-á facilmente?
Não caírei no erro de me entregar
Aos ponteiros do relógio, que sem parar,
Ainda conseguem que exista Presente.
É neste que deposito inteira concentração,
Capaz de colorir o cinzento mapa cronológico.
Se esquecê-lo, pareceu em tempos solução;
Deve-se definitivamente à convicção,
Que fora criada em desespero cósmico.
Hoje, vou-me então desenhar,
Com as forças exigidas pela luta;
E tão intensamente irei acreditar,
Que no momento de acordar,
Serei prendado com uma paz absoluta.
Afinal, o perdão, é necessáriamente instintivo;
Foi-nos facultado com todo o propósito,
Não pode ser imperativo...
Cumpriremos assim o objectivo,
Perdoando no cenário mais insólito.
Estranho é, que aquando inexperientes;
Já saibamos que, os amigos são;
Para além de omnipresentes,
Também nos momentos cadentes;
A vida a testemunhar sua preocupação.
Considero-me agora um afortunado,
Consciente de todos os perigos,
Aos quais me esquivo em tom moderado.
Sim, o mundo será vincado.
Quero voar convosco, meus amigos.
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