sábado, 6 de dezembro de 2008

Devo ou não sonhar?

COMEÇO finalmente a acreditar
Que é um erro sonhar,
Munido de uma infindável espontaneidade,
Capaz de fundir o desejo e a realidade.

CONTINUO a criar falsas expectativas,
A improvisar energias positivas
Que me conduzem à desilusão;
Ainda assim, consciente, sofro a ficção.

PERMANEÇO desprovido da razão,
Apodreço agarrado à nova sensação.
Vou esculpindo uma realidade Virtual,
Sob aconselhamento circunstancial.

ACABO num silêncio penoso,
Convicto deste pobre ciclo vicioso,
interiorizando o recente dissabor,
Sofrendo por ser sonhador.

TERMINO então apavorado;
Vítima de um desconhecido premeditado;
Quase incapaz de imaginar,
Que só existe uma solução... Sonhar!!!

1 comentário:

Teresinha disse...

Desculpa vir 'invadir'. Gostei muito de todos os poemas, mas especialmente deste, adorei! Escreves muito bem :) *