Eu sei que as dúvidas existem;
Invadem-me assombrosamente.
É uma ansiedade permanente,
Até que as certezas se manifestem.
Não será mais que ilusão,
Saciar dúvidas desta natureza?
Súbita e assustadora certeza,
Ou simplesmente banal convicção?
Como é revoltante o desconhecido,
O imprevisto acaso sem justificação,
O inexplicável, a interrogação,
E o poder do sexto sentido.
Decifro igualdade na frente e no verso,
Em pontos diametralmente opostos.
Desvendo diferenças em gémeos rostos,
Num hipotético paralelo Universo.
Deturpadas ideias vagueiam lúcidas;
Vítimas de um questionário infinito,
Objectivando o incógnito,
Minimizando eternas dúvidas...
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